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    PE realizou a I Mostra do Programa Mais Médicos

    Na última quarta-feira, 20/07, ocorreu a I Mostra do Programa Mais Médicos em Pernambuco. O evento foi realizado em Caruru e contou com mais de 300 participantes, oriundos de 100 municípios pernambucanos.

    A proposta da Mostra foi dar visibilidade às práticas exitosas no âmbito do Programa Mais Médicos (PMM) que vêm fortalecendo a atenção básica e promover um intercâmbio de soluções criativas e replicáveis para superar os desafios em relação à ampliação do acesso com qualidade aos serviços de saúde na atenção básica. Atualmente, Pernambuco conta com 879 médicos do PMM, distribuídos em 164 municípios.

    Para Rafaela Pacheco, professora do Curso de Medicina/UFPE/Caruaru e tutora do Programa Mais Médicos, “foi um prazer receber um evento desta magnitude…pensar que temos uma rede que está viva…ver essa variedade de temas e de pessoas, construindo junto e partilhando suas experiências”.

    Durante o evento, foram apresentados 30 relatos de experiências. Destes, 3 receberam menção honrosa pela importância para a atenção básica: Cine Saúde da ESF 05 de Julho em Tamandaré-PE: uma experiência inovadora, de Anne Gabriele Soares de Albuquerque Nascimento, Ayslane Araújo dos Santos, Geonice Maria Mendes, Joab Almeida Santana, Joselita Almeida Santana, Katalyne Galindo do Nascimento, Leidy Pinero Alba, Luciene Maria da Silva, Maria das Dores Alves, Marli Maria da Conceição, Sergio de Melo dos Anjos e Solange Maria Silva Pereira; Fatores de riscos sociais e individuais relacionados à incapacidade e dependência na população idosa atendida na Unidade Saúde da Família Guanumbi, no município de Buíque, de Zoila Reyes Herrera e Soraia de Oliveira Pequeno; Experiência na inserção de pacientes tabagistas ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo das Unidades Básicas de Saúde do município de Casinhas, de José Julián Rivera Rodríguez.

    Maria Aparecida Souza, Secretária de Saúde de Caruaru, destaca que um dos grandes benefícios do Programa Mais Médicos foi trazer para a Atenção Básica profissionais que realmente têm interesse de atuar na Atenção Básica. Para ela, antes do PMM, em muitos municípios, “a fixação do profissional não existia, era uma alta rotatividade e isso tinha grande repercussão na equipe porque não se conseguia estabelecer um processo de trabalho diferenciado”. O PMM não permitiu apenas a expansão, mas também a qualificação da Estratégia de Saúde da Família. “A comunidade passou a ter um olhar diferenciado sobre o médico”, completou Maria Aparecida.